A frase acima é de Steven Pressfield, autor de “The War of Art”, Ela ecoa uma verdade profunda sobre o poder da regularidade e a superação da resistência interna, também conhecida como auto-sabotagem. Refleti muito sobre isso quando fiz o Caminho de Santiago, onde a disciplina diária de caminhar 25 a 30 km é inegociável. Em poucos dias a distância percorrida vai se tornando grandiosa. Você nem acredita que andou tanto. O mesmo padrão dos efeitos produzidos pelos exercícios físicos constantes no bem-estar físico. A consistência em nossos projetos pessoais e profissionais é o que realmente transforma.
Imagine-se no Caminho Francês: 6 a 8 horas de trabalho físico por dia, sem folga nos fins de semana, o corpo doendo e a mente tentando sabotar com argumentos bastante racionais. Da mesma forma, em nossa jornada profissional, surgem desafios complexos para os quais não temos soluções imediatas. No entanto, é a regularidade – o ato de continuar caminhando, mesmo quando não sabemos o próximo passo – que nos permite encontrar as respostas.
Não se trata de esperar a inspiração perfeita ou a ausência de medo. Pelo contrário, trata-se de tornar-se um profissional, como defende Pressfield. Ele diz que Amadores esperam vencer o medo para começar; profissionais sabem que o medo sempre estará lá, mas seguem em frente. Eles mergulham de cabeça, dependem daquela atividade e, por terem apostado tão alto, encontram soluções e inspirações através da dedicação constante. Tenho observado exatamente isso no mundo das startups. É na consistência de pequenos passos, na disciplina de enfrentar o desafio diário, que está a verdadeira força transformadora. Claro que não garante o sucesso. Mas sem a constância o fracasso é quase certo.

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